terça-feira, 28 de janeiro de 2020

AS MINORIAS RELIGIOSAS EM PAQUISTÃO

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15:45 
Brazileirando
"Um número desproporcional de acusações e denúncias de blasfêmia é apresentado contra as minorias religiosas: essas acusações têm um efeito extremamente prejudicial na vida dos acusados e de suas famílias". "Um número desproporcional de acusações e denúncias de blasfêmia é apresentado contra as minorias religiosas: essas acusações têm um efeito extremamente prejudicial na vida dos acusados e de suas famílias".   (AFP or licensors)

Relatório denuncia situação de minorias religiosas no Paquistão

"As comunidades cristãs e hinduístas permanecem particularmente vulneráveis, especialmente as mulheres e as jovens, sequestradas e forçadas a se converter e casar com homens muçulmanos", enquanto "suas famílias enfrentam sérias ameaças e intimidações"., denuncia o relatório publicado pela organização "Christian Solidarity Worldwide"
Cidade do Vaticano
O nível de respeito pelos direitos humanos no Paquistão é preocupante, especialmente em relação àqueles em condição de indigência, que têm status social mais baixo ou pertencem a minorias étnicas ou religiosas. É o que denuncia o relatório publicado pela organização "Christian Solidarity Worldwide", comprometida em monitorar a condição dos cristãos e das minorias religiosas no mundo.
O novo relatório enviado à Agência Fides, intitulado "Paquistão: liberdade religiosa sob ataque" (“Pakistan: Religious freedom under attack"), revela "uma dimensão de classe e de casta no fenômeno da discriminação, em base étnica ou religiosa, ainda profundamente enraizada na sociedade paquistanesa".
Além disso – observa o documento - a situação da liberdade religiosa continua a se deteriorar: continuam a se verificar numerosas violações, também desde que o primeiro-ministro Imran Khan, à frente do partido "Tehreek-i-Insaf", está no governo.
A morte de Asma Jahangir, um dos mais proeminentes advogados e ativistas de direitos humanos do Paquistão, ocorrida em 11 de fevereiro de 2018, "deixou um vácuo na comunidade de pessoas e organizações comprometidas em promover os direitos humanos do país", diz o texto.
O documento da CSW relata que "continuam a se verificar casos de blasfêmia, violência sectária e ataques direcionados contra minorias religiosas e defensores dos direitos humanos", enquanto crescem grupos com uma agenda islâmica como o Tehreek-i-Labbaik Pakistan (TLP).  O TLP é chefiado por um líder que apoia a controversa "Lei da Blasfêmia", Khadim Hussain Rizvi, definido como "pregador que propaga um movimento sectário e radical". "O país – lê-se no relatório – afastou-se ainda mais de suas raízes seculares e pluralistas, enquanto as minorias religiosas enfrentam crescente discriminação, hostilidade e injustiça".
A ONG CSW está preocupada com a crescente politização das leis sobre a blasfêmia, formada pelos artigos 295a, 295b e 295c do Código Penal do Paquistão e pela legislação hostil à "comunidade Ahmadiyya. Tais leis, diz o texto," são utilizadas por grupos islâmicos não somente contra as minorias religiosas, mas também para obter consenso político”.
"Um número desproporcional de acusações e denúncias de blasfêmia - observa o texto enviado à Agência Fides - é apresentado contra as minorias religiosas: essas acusações têm um efeito extremamente prejudicial na vida dos acusados e de suas famílias". Neste contexto é recordado "o assassinato de Mashal Khan, um estudante universitário muçulmano morto em 2017, porque acusado de publicar conteúdo blasfemo online".
"Embora seu assassinato tenha reacendido o debate para reformar as leis sobre a blasfêmia - observa a CSW - o Estado demonstrou-se relutante em introduzir reformas devido à forte resistência da sociedade e da veemente oposição de grupos islâmicos, não dispostos a aceitar a revisão."
O apoio dado pelo governo a grupos político-religiosos como o TLP, após a absolvição de Asia Bibi, "continuam a desafiar o Estado e suas instituições, colocando em evidência as fraquezas de ambos". Esses desdobramentos “colocaram em dúvida o "Naya Pakistan" (Novo Paquistão) de Imran Khan e o seu compromisso em promover a tolerância e proteger as minorias, à medida que o julgamento sobre casos de blasfêmia migrou dos tribunais para as ruas".
Expoentes das minorias religiosas e líderes da sociedade civil "continuam a sofrer ataques direcionados, em um contexto de violência comunitária provocada por grupos islâmicos", denuncia o Relatório, acrescentando que "inúmeros fatores contribuíram para o aumento da intolerância religiosa: os discursos de ódio dos líderes religiosos muçulmanos radicais, dos grupos religiosos islâmicos, também presentes nas mídias de massa, que influenciam negativamente os jovens paquistaneses". Esses discursos, explica o texto, "retratam os membros de minorias religiosas como 'cidadãos de segunda classe' gerando intolerância, preconceito e discriminação contra minorias religiosas".
"As comunidades cristãs e hinduístas - continua - permanecem particularmente vulneráveis, especialmente as mulheres e as jovens, sequestradas e forçadas a se converter e casar com homens muçulmanos", enquanto "suas famílias enfrentam sérias ameaças e intimidações". Esse fenômeno é agravado "pela falta de vontade da polícia de agir e pelas deficiências do sistema judicial".
"O Paquistão continua lutando contra o terrorismo. Os ataques ampliam o sentimento de insegurança e medo", conclui o CSW, enquanto o cenário geral vê uma erosão dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, dado o fenômeno da politização da religião e a disseminação de uma cultura de ódio.
O Relatório pede que a Comissão Nacional de Direitos Humanos (NCHR), instituída em 2017, tenha mandato para investigar e prevenir as violações dos direitos humanos, bem como sensibilizar a respeito dos direitos humanos no país. (PA - Agência Fides)
28 janeiro 2020, 09:03
Posted: 27 Jan 2020 05:47 PM PST
Igrejas na China cancelam cultos por causa do coronavírus
Igrejas na China cancelam cultos por causa do vírus mortal coronavírus
Algumas igrejas na China estão cancelando as atividades religiosas incluindo cultos e missa, por causa do vírus mortal do coronavírus que já causou a morte 81 pessoas e continua a se espalhar, informou o ucanews.org.
A Diocese de Hankou, na província de Hubei, anunciou a suspensão de todas atividades da comunidade em todas as suas paróquias, já que a província está em alerta máximo para controlar o vírus, informou ucanews.org.
A Igreja Católica da Sagrada Família em Wuchang, que fica do outro lado do rio Yangtze de Wuhan, emitiu um aviso suspendendo temporariamente todas as missas seguindo uma diretiva do governo.
Um cristão católico em Hebei, identificado apenas como Paulo, disse estar “preocupado que as autoridades usem isso para reprimir a igreja”.
“Se a disseminação for rápida e incontrolável, as reuniões e reuniões da igreja poderão ser proibidas. As autoridades também podem usar esse pretexto para reprimir a igreja com mais severidade”, disse ele ao ucanews.org.
A comissão nacional de saúde da China confirmou mais de 500 casos de pneumonia com a nova infecção por coronavírus nas áreas de Hubei, Pequim, Guangdong e Xangai. Mais casos suspeitos foram relatados em outras 14 províncias.
Relatos da mídia dizem que países asiáticos como Japão, Tailândia e Coreia do Sul também confirmaram casos do vírus, que não tem cura médica e pode se tornar mortal em pessoas com baixa imunidade.
“A situação é séria e está além da capacidade das pessoas comuns de controlá-la”, disse um médico cristão que é membro de uma equipe que trabalha para verificar a propagação do vírus em Hubei.
Na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, onde a infecção viral foi relatada pela primeira vez, continua sendo a área mais atingida, com seis mortes, incluindo 51 casos graves e 12 casos críticos.
A cidade industrial de 11 milhões de pessoas fechou temporariamente todos os sistemas de transporte público e as pessoas foram aconselhadas a não deixar a cidade em um esforço para controlar o surto. A infecção se manifesta com sintomas de febre simples, mas pode se transformar rapidamente em pneumonia mortal.
Como o vírus não responde aos antibióticos, as pessoas com baixa imunidade, como crianças e idosos, são as mais vulneráveis, disse um médico em Hebei ao ucanews.org.
“A taxa de infecção pela nova pneumonia por coronavírus excedeu a velocidade de transmissão da SARS em 2003”, disse ele.
Vários profissionais médicos em Hubei disseram ao ucanews.org que o governo ocultou a detecção do vírus de pessoas nos primeiros dias, o que impossibilitou as medidas preventivas.
Ele relata que a equipe médica que cuida dos pacientes que desconhecem o vírus está infectada. “Alguns agora estão em estado crítico. Um dos médicos morreu devido à infecção”.
O chinês Wuhan Wang Baolu, que vive em Hubei, disse embora seja um período de turismo na região, poucas pessoas estão ao ar livre e nos mercados. “Vá para casa e não fique mais um minuto” parece ser a política para todos, disse ele.
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Posted: 27 Jan 2020 11:46 AM PST
Menino de 2 anos morre atropelado durante culto no Tocantins
Menino de 2 anos morre atropelado durante culto no Tocantins – Foto ilustrativa acidente
Um menino de dois anos morre atropelado por uma caminhonete na cidade de Xambioá, no norte do Tocantins, durante um culto evangélico. Outras crianças escaparam por pouco do acidente.
Segundo informações da Polícia Militar (PM), o atropelamento aconteceu durante um culto realizado em uma rua e por muito pouco outras crianças não foram atingidas. O motorista do veículo saiu do local sem prestar socorro. A vítima foi identificada como Daniel Ribeiro Costa.
O caso foi por volta das 22h30 deste domingo (26) no Loteamento Novo. Segundo a PM, moradores da região participavam de uma celebração evangélica em uma estrada sem asfalto e sem meio fio quando o acidente aconteceu.
No momento da colisão, a vítima e outras crianças estavam sentadas em cadeiras à beira da estrada. Testemunhas disseram que ao realizar uma curva a caminhonete atingiu a vítima.
O motorista saiu do local em seguida. Ele estava em uma caminhonete branca. Moradores informaram o primeiro nome do suspeito, mas a PM fez buscas e ele não foi localizado.
Os parentes socorreram a vítima que foi levada rapidamente para um hospital da cidade, e devido da gravidade foi transferida para uma unidade de saúde de Araguaína. A criança não resistiu aos ferimentos e morreu momentos depois.
O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína e segundo foi informado a Polícia Civil deve investigar o caso.
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