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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Muçulmanos crescem no Brasil convertendo fiéis evangélicos, afirma pesquisadora; Assista


Muçulmanos crescem no Brasil convertendo fiéis evangélicos, afirma pesquisadora; Assista


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Os muçulmanos estão crescendo no Brasil a partir do rebanho evangélico. A constatação foi feita pela antropóloga Amanda Dias, que concedeu uma entrevista à sucursal brasileira da emissora francesa RFI e comentou detalhes das descobertas que fez em sua pesquisa sobre as características da comunidade muçulmana no Rio de Janeiro.
De acordo com Amanda Dias, uma das características dos brasileiros que se converteram ao islamismo é já ter feito parte de uma comunidade evangélica. E isso, em sua visão, se deve muito ao discurso adotado pelos líderes muçulmanos na cidade.
“Eles pregam um islã fundamentalista. No sentido de que ele vai no fundamento da religião. Então, ele não depende de uma tradição específica, e é acessível a um público maior […] Eles se baseiam no Corão, e nos hadith, que são os exemplos de vida do profeta [Maomé]”, afirmou a antropóloga.
Questionada pela jornalista Maria Emília Alencar sobre a origem desses novos muçulmanos, a pesquisadora confirmou que eles são oriundos de igrejas evangélicas e abandonaram a fé cristã depois de serem apresentados aos ensinamentos de Maomé.
“Isso foi o que eu encontrei durante a minha pesquisa demográfica, no trabalho de campo, e é diferente do que outros pesquisadores encontraram no passado. Então, eu acho que é [algo] recente, e que existe sim um trânsito sim [de fiéis] dessas comunidades evangélicas para o islã”, afirmou.

+Líderes muçulmanos traçam estratégia de expansão no Brasil 

Parte do crescimento do islamismo no Brasil, e em particular no Rio de Janeiro (campo pesquisado pela antropóloga), se deve ao discurso adotado na abordagem das pessoas: “Esse trabalho que eles fizeram, de difusão do islã, é um trabalho de acolhimento das pessoas que chegam. Na mesquita, ela tem um ‘kit do revertido’, que vai ensinar fazer as orações, tem aulas de árabe para os brasileiros, os sermões vão ser feitos também em português, não apenas em árabe. Existe um acolhimento”, contou.
Grande parte dos que se convertem ao islamismo passam a conhecer a religião através de pesquisas: “As pessoas chegam à mesquita muito pelos seus próprios esforços. Elas vão procurar na internet […] descobrir o islã de outras maneiras”, acrescentou.
Esse dado pode revelar que a propaganda feita pelo Estado Islâmico – e outros grupos extremistas muçulmanos – surte efeito, atraindo pessoas para conhecerem a religião, fundada aproximadamente 600 anos depois da morte de Jesus Cristo.
Segundo Amanda Dias, os evangélicos que se convertem muçulmanos são atraídos pela ideia de que a religião islâmica funciona como algo paralelo ao cristianismo: “Existe uma certa continuidade [de valores morais], entre a igreja evangélica e o islã, no sentido de que os evangélicos já pedem um certo pudor na maneira de se vestir, etc, e o islã, no Brasil, ele vai insistir nessa continuidade. O primeiro livro que eles ganham ao chegar em uma mesquita é ‘Jesus, um profeta do islã’. Existe uma certa continuidade doutrinária, também”.
Atualmente, segundo a pesquisadora, estima-se que existam, “mais ou menos, mil muçulmanos ligados à Sociedade [Beneficente Muçulmana] no Rio de Janeiro”. Assista:


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Bancadas católica e evangélica se unem em protesto contra a liberação do aborto pelo STF

Bancadas católica e evangélica se unem em protesto contra a liberação do aborto pelo STF

 
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A prática do aborto no primeiro trimestre da gravidez foi liberada de maneira indireta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou um caso específico na última quarta-feira, 30 de novembro, e criou jurisprudência na esfera jurídica.
A reação, em todo o Brasil, foi de crítica intensa por parte de ativistas pró-vida ao STF, por conta da decisão que contraria o texto da Constituição Federal, que veda a interrupção da gestação, exceto em casos de estupro ou de risco à vida da mãe.
As bancadas evangélica e católica se uniram e lançaram um comunicado, no qual repudiam a postura da corte suprema: “Não há direito que se sobreponha ao direito à vida”, frisam os parlamentares cristãos.
O documento, assinado pela Frente Parlamentar Evangélica, Frente Parlamentar Mista Católica e a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, foi apresentado durante uma manifestação pública no Salão Verde da Câmara.
Segundo informações divulgadas pela Frente Parlamentar Evangélica, os manifestantes que compareceram ao ato empunhavam faixas, cartazes e bandeiras, e gritavam palavras de ordem contra o aborto.
O deputado federal João Campos (PRB-GO) discursou, destacado que a decisão do STF abre um “grave precedente”, pois ignora a deliberação legislativa sobre o assunto, consolidada na Constituição Federal.
A nota frisa que lutarão contra “qualquer tentativa de liberação do aborto”, pois a legislação brasileira protege os direitos do cidadão “desde a concepção”. O documento ainda convoca os cristãos de todo o país a intercederem a Deus por essa questão e organizarem manifestações contra às iniciativas de liberação do aborto.
O ato dos parlamentares transpareceu uma postura de enfrentamento à decisão do STF, que vem desempenhando uma postura de legislador em assuntos que as leis brasileiras não se pronunciam especificamente, como a união de pessoas do mesmo sexo.
Pressionado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu à decisão do STF após intensas críticas feitas pelos deputados da bancada evangélica, e de acordo com informações do jornal Valor Econômico, irá instalar uma Comissão Especial para tratar o tema. Maia declarou que, quando o Congresso avaliar que o STF interferiu em suas prerrogativas e legislou sobre um assunto, deve-se rapidamente votar uma medida para corrigir isso. “Temos que responder ratificando ou retificando essa decisão”, resumiu.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS NOS ESTADOS UNIDOS DE AMÉRICA

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Feriado de Ação de Graças é considerado o mais importante nos Estados Unidos; Pesquisadores dizem que gratidão faz bem à saúde O feriado de Ação de Graças faz parte da cultura norte-americana e representa uma data de gratidão a Deus, com reuniões de famílias em confraternizações marcadas por orações e refeições em conjunto, por todos os bons acontecimentos ao longo do ano.
Comemorado na quarta quinta-feira do mês de novembro, a data é considerada o principal feriado dos Estados Unidos, e supera inclusive o Natal. Cidades como Nova York, maior metrópole do mundo, ficam desertas, com lojas e restaurantes fechados.
No entanto, a tradição cristã que deu origem ao feriado começa a ser observada pela ciência como uma fonte de boa saúde. O site LiveScience publicou um artigo relatando que agradecer pelas coisas boas ajuda a se manter saudável.
“Dezenas de estudos descobriram que a gratidão pode melhorar o bem-estar , e pode até mesmo ajudar as pessoas a reduzir a depressão e a ansiedade, melhorar o colesterol, e fazer dormir melhor”, disse Robert Emmons, psicólogo da Universidade da Califórnia e autor do livro  ” Gratitude Works! A 21-Day Program for Creating Emotional Prosperity” (“Gratidão Funciona! Um programa de 21 dias para criar a prosperidade emocional”, em tradução livre).
A Ação de Graças é o único feriado nacional dos Estados Unidos em que as pessoas se lembrem em render graças por todas as bênçãos da vida, mas a gratidão não é apenas uma desculpa para boas refeições, segundo especialistas, que apontam a data como a expressão final de um estilo de vida mantido por muitas pessoas.
“Pessoas gratas praticam mais exercícios, têm melhores comportamentos alimentares, são menos propensos a fumar e abusar de álcool, e têm maiores taxas de adesão à medicação [quando necessária]”, disse o psicólogo.
“A gratidão é um bom remédio”, finalizou o acadêmico e escritor, dizendo que o feriado sintetiza o ensino bíblico de 1 Tessalonicenses 5: 16-18. “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”.