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sábado, 11 de abril de 2020
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Boletim diário da ONU Brasil: “Memória do Holocausto deve fortalecer luta contra atuais violações de direitos, diz ONU” e 8 outros.
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Boletim diário da ONU Brasil: “Memória do Holocausto deve fortalecer luta contra atuais violações de direitos, diz ONU” e 8 outros. |
- Memória do Holocausto deve fortalecer luta contra atuais violações de direitos, diz ONU
- António Guterres: décadas após Segunda Guerra Mundial, antissemitismo e outras formas de ódio persistem
- ONU recomenda aprimorar dados sobre migração para gerar U$S 35 bilhões
- Jovens brasileiros participam do Fórum da Juventude da ONU em Nova Iorque
- Especialista critica ONU e países por ‘gerenciar, em vez de resolver’ conflito israelo-palestino
- Violência desloca 800 mil crianças no leste da República Democrática do Congo
- ONU pede US$ 313 mi para levar assistência a 940 mil pessoas na Líbia
- Brasil começa maior campanha mundial de vacinas fracionadas da febre amarela
- Missões da ONU devem usar força para combater violência, aponta relatório
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Posted: 26 Jan 2018 10:54 AM PST
Campo de Auschwitz, na Alemanha. Foto: Arquivo Federal Alemão/WikiCommons
“Todos os anos, honramos as vítimas da Shoah — milhões de judeus, ciganos, homossexuais e opositores políticos que foram brutalmente assassinados e outros que sobreviveram. Todos os anos, menos deles permanecem entre nós, como memórias-vivas daquele tempo, e temos de redobrar nossos esforços para lembar o horror que eles viveram e a sabedoria que eles adquiriram”, afirmou Zeid. A data celebra o aniversário da libertação em 1945 do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, o maio centro de extermínio nazista. O alto-comissário lembrou o depoimento de uma das sobreviventes que passou pelo local, a francesa Simone Veil, falecida no último verão. Simone disse, uma vez, que “a Shoah foi única na história da humanidade, mas o veneno do racismo, do antissemitismo, a rejeição do ‘Outro’ e o ódio não estão limitados a uma era, cultura ou povo”. “Em diferentes graus e formas, eles sempre foram ameaças diárias em todos os lugares”, acrescentava a sobrevivente. Zeid lembrou que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos em 2018, foi concebida após duas Guerras Mundiais e depois do Holocausto. O marco foi impulsionado pela “necessidade urgente de prevenir para todo o sempre tamanho horror e destruição”. Ao ser adotada, líderes mundiais reconheceram que apenas a justiça, o respeito pela dignidade humana, igualdade e direitos poderiam assegurar uma paz duradoura. “Mesmo hoje — talvez especialmente hoje — essas mensagens precisam ser absorvidas por um número crescente de líderes mundiais que veem os direitos humanos como restrições enfadonhas. Nacionalistas estão novamente fomentando discriminação, ódio e violência contra bodes expiatórios vulneráveis, buscando tirar vantagem de mensagens sobre supremacia étnica ou religiosa”, alertou Zeid. “Por todo o mundo, muitas pessoas estão sofrendo atrocidades e (são vítimas de) campanhas em massa de assassinatos. O direito internacional de direitos humanos está sendo violado e fragilizado.” O alto-comissário enfatizou que todos os indivíduos são merecedores de direitos. “E a promessa solene de respeitar os direitos das minorias e defender as liberdades fundamentais, feita por todos os Estados na assinatura da Declaração Universal, é o único caminho possível para o desenvolvimento sustentável e a paz”, acrescentou. Na avaliação de Zeid, a Declaração “não é uma ideal filosófico passivo, mas um plano de ação prático que se torna cada vez mais urgente, se a humanidade quiser sobreviver e prosperar”. Enfatizando a necessidade de “aprendermos com as lições do século XX”, o alto-comissário pediu aos cidadãos de todos os países onde ainda seja possível se expressar que defendam e apoiem os valores da Declaração. |
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Posted: 26 Jan 2018 09:57 AM PST
“Hoje, nós lembramos os seis milhões de homens, mulheres e crianças judeus que morreram no Holocausto. Outras inúmeras pessoas também perderam a vida quando a crueldade convulsionou o mundo. Décadas após a Segunda Guerra Mundial, nós vemos que o antissemitismo persiste, e existe um aumento de outras formas de preconceito. Grupos de supremacistas brancos e os neonazistas estão entre os principais promotores do ódio extremo. E muito frequentemente, essas visões vis deslocam-se das margens para o meio da sociedade e da política. Precisamos estar unidos contra a normalização do ódio. Quando os valores da humanidade são abandonados, onde quer que sejam, todos nós ficamos sob risco. Todos nós temos a responsabilidade de resistir ao racismo e à violência de formas clara e decisiva. Através da educação e do entendimento, nós podemos construir um futuro de dignidade, de direitos humanos e uma coexistência pacífica para todos.” Acompanhe o tema clicando aqui. No Rio, ONU inaugura nesta segunda (29) exposição em memória às vítimas do HolocaustoO Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) inaugura no dia 29 de janeiro no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, uma exposição com pôsteres em memória das vítimas do Holocausto, fruto de um concurso internacional vencido pela designer brasileira Júlia Cristofi.O evento marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, lembrado em 27 de janeiro. A mostra fica em cartaz até 28 de fevereiro e tem entrada franca. Saiba todos os detalhes clicando aqui. |
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Posted: 26 Jan 2018 09:55 AM PST
Migrantes pegam ônibus rumo centro de triagem em Amã, na Jordânia. Foto: OIM/Muse Mohammed
“Muito frequentemente, dados são vistos como o ofício abstrato de especialistas que trabalham por debaixo dos panos”, afirmou o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing, em participação no evento. “No entanto, dados são essenciais para gerar resultados ‘na vida real’, como proteger migrantes em situações vulneráveis, preencher a escassez (de profissionais) no mercado de trabalho e aprimorar a integração, gerenciar solicitações de refúgio e aumentar fluxos de remessas.” Uma das situações analisadas pelo relatório é a lacuna que separa migrantes qualificados vivendo na União Europeia e vagas de trabalho correspondentes às suas formações. Segundo a pesquisa, muitos migrantes no continente europeu têm competências acima do exigido por suas atuais ocupações. Reduzir esse fenômeno descrito como “sobre-qualificação” aumentaria a renda total desse grupo em 6 bilhões de euros. Dados mais precisos também poupariam o estimado em 6 bilhões de dólares em recursos gastos por migrantes em taxas de recrutamento para empregos no exterior. As estatísticas têm ainda o potencial de elevar — em 20 bilhões de dólares — o valor das remessas que migrantes enviam para os familiares que ficaram no país de origem Isso porque os dados permitiram refinar políticas públicas, estratégias de gestão dos expatriados e serviços utilizados pelos migrantes. Benefícios, aponta a OIM, também vão além do dinheiro. O uso inteligente de indicadores poderia ainda dobrar a taxa de sucesso das tentativas de identificar casos de tráfico humano, além de acelerar solicitações de refúgio e promover retornos voluntários mais humanos. Lembrando que a comunidade internacional caminha para a adoção de um novo pacto global sobre migração, que preserve os direitos humanos dos migrantes e garanta deslocamentos seguros, ordenados e regulares, Swing afirmou que “a hora de investir em dados de migração melhores é agora”. “Apenas olhando para os exemplos que demos no relatório, veríamos uma expansão (de recursos) em 35 bilhões de dólares para as oportunidades e desafios apresentados pela migração.” |
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Posted: 26 Jan 2018 09:00 AM PST
Daniel Canabrava é um dos brasileiros que participarão do Fórum da Juventude do ECOSOC. Foto: UNODC
A equipe do UNODC no Brasil coordenará um dos painéis que ocorrem paralelamente ao Fórum da Juventude. Roda de debates, liderada por Lorenna e Daniel e mediada pelo UNODC, abordará desafios de mobilidade urbana enfrentados pelos jovens da América Latina. É a primeira vez em que um escritório brasileiro de organismo da ONU coordena uma das atividades realizadas no âmbito do Fórum. O painel ocorrerá no dia 31 de janeiro, às 16h15 (horário de Brasília) e será transmitido ao vivo na internet pela página de transmissão das Nações Unidas. Para acompanhar, clique aqui. Neste ano, o tema do Fórum do ECOSOC é o papel da juventude na construção de cidades e áreas rurais sustentáveis e resilientes. Resiliência é a capacidade de comunidades de se adaptar e crescer, mesmo diante de desastres naturais e problemas como sistemas de transporte ineficientes, corrupção, violência e altas taxas de desemprego. O evento é um dos mais importantes espaços de discussão do Sistema ONU de temas relacionados à juventude. Mais de 500 defensores dos direitos dos jovens são aguardados no encontro, que terá a participação também de ministros de governo e de oficiais das Nações Unidas. Participação brasileira Entre os jovens brasileiros que participarão do Fórum, o Grupo Interagencial de Juventude da ONU Brasil selecionou dois ex-participantes do Programa Embaixadores da Juventude, iniciativa do UNODC em parceria com o Instituto Caixa Seguradora. Lorenna Vilas Boas, de 19 anos, é moradora do bairro de Candelas, região metropolitana de Salvador, e está engajada em projetos de tecnologia social e robótica desde a infância. A estudante de Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) já representou o Brasil durante a Intel International Science Fair 2017, em Los Angeles. Hoje, Lorenna representa o movimento iamtheCODE, iniciativa internacional que mobiliza ações sociais para incentivar a participação feminina nas áreas de robótica e programação. Daniel Canabrava, de 24 anos, mestre em Engenharia Urbana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e morador do Gama, Distrito Federal, já participou de projetos para infraestrutura urbana e ambiental e para assentamentos precários, integrando comunidades locais em planejamentos urbanos.
Lorenna Vilas Boas participará do Fórum da Juventude do ECOSOC. Foto: UNODC
“Para mim, é uma honra poder reportar a voz da juventude brasileira neste Fórum, especialmente a da juventude feminina negra, que em muitas esferas ainda é sub-representada no nosso país”, afirma a baiana. Lorenna e Daniel vão liderar o painel do UNODC, que será organizado como uma roda de debates, com jovens latino-americanos, especialistas e tomadores de decisão. O objetivo é refletir, em um espaço de discussão horizontal, sobre os desafios enfrentados pelos países da América Latina para promover sistemas de transporte urbano sustentáveis. Diálogos buscarão esclarecer como a juventude é colocada no centro deste assunto. Para a atividade, o UNODC também conta com o apoio da organização 100 Cidades Resilientes, da Fundação Rockefeller. Rodrigo, ponto focal de Juventude do escritório do UNODC no Brasil e mediador do debate em Nova Iorque, destaca a importância do painel. “Pela primeira vez, colocamos a juventude latino-americana em um lugar de destaque no Fórum. Este grande passo reforça o potencial de nossos jovens em assumir papel-chave na consolidação de cidades mais coerentes, seguras e eficientes para as gerações futuras.” Esta é a terceira edição do Fórum da qual participam jovens brasileiros selecionados pelo UNODC. Em 2017, Alexandre Carvalho, de 25 anos, Fatima Moreira, de 22, e Jade dos Santos, de 22, também formados pelo Programa Embaixadores da Juventude, participaram da sexta edição da Conferência. Para informações à imprensa: Rodrigo Araujo – ponto focal de juventude do UNODC no Brasil rodrigo.araujo@un.org (61) 99847-1005 |
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Posted: 26 Jan 2018 05:59 AM PST
Mulheres palestinas caminham próximo ao muro construído por Israel na região, perto de Ramala, na Cisjordânia. Foto: IRIN/Shabtai Gold
“Vinte e cinco anos depois dos Acordos de Oslo, estamos em um momento crítico do processo de paz”, informou Mladenov a representantes dos Estados-membros em pronunciamento no Conselho de Segurança. Segundo o dirigente, a dificuldade em implementar o marco de negociação teve um preço alto: violência e insegurança contínuas; a estratégia israelense sempre em expansão de construir assentamentos ilegais; divisões políticas entre palestinos; e uma situação insustentável, cada vez pior, na Gaza controlada pelo Hamas. Somadas, essas circunstâncias “assassinam a esperança, plantam frustração e aumentam a radicalização no terreno”. Em sua análise, Mladenov explicou que “a incerteza do atual contexto está endurecendo posições e afiando a retórica por todos os lados”.Trata-se de “uma situação que acaba favorecendo diretamente os extremistas e que eleva o risco de outro conflito”. Mladenov defendeu que a comunidade internacional precisa continuar promovendo as condições necessárias à retomada das negociações. “Também temos de reafirmar o consenso internacional de que a a solução de dois Estados continua sendo a única opção viável para um fim justo e duradouro para o conflito. Temos de ser firmes nessa questão.” A solução de dois Estados prevê que Israel e Palestina se consolidem como dois países separados, vivendo lado a lado, em paz, segurança e reconhecimento mútuo. Mladenov acrescentou que existem os que acreditam que o conflito pode ser resolvido através de negociações e compromissos bilaterais pacíficos, com decisões sobre o status final das fronteiras, refugiados e Jerusalém sendo tomadas com base em acordos e resoluções anteriores da ONU; outros apostam em manobras unilaterais que só podem levar a uma realidade de um Estado, um cenário incompatível com as aspirações dos dois povos. E há os que creem na violência. “Nós — as Nações Unidas, o Conselho de Segurança, a comunidade internacional —, temos a responsabilidade em provar que os que acreditam na violência e conflito estão errados”, enfatizou o enviado. Mladenov reiterou que “agora não é a hora de desistir de Oslo”. “A alternativa não é um acordo melhor, mas uma piora da realidade de ocupação e humilhação”, ressaltou. |
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Posted: 26 Jan 2018 05:04 AM PST
Crianças em campo para deslocados internos em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Foto: OCHA/Naomi Frerotte
Nas províncias de Tanganyika e Kivu do Sul, a violência entre etnias distintas, somada aos conflitos entre o exército nacional e milícias, já deixou cerca de 1,3 milhão de pessoas em situação de deslocamento forçado. Dados recentes coletados pelo UNICEF revelam que, ao longo do ano passado, mais de 3 mil crianças foram recrutadas como soldados por grupos armados. Também em 2017, os dois departamentos registraram cerca de 18 mil ocorrências suspeitas de cólera — o dobro do identificado em 2016 — e 18 mil casos de sarampo. Nos províncias, muitos centros de saúde deixaram de funcionar. “Centenas de milhares de crianças na região não têm mais acesso a cuidados médicos ou educação. Outras sofreram atrocidades nas mãos dos combatentes”, afirmou o diretor interino do UNICEF no país, Tajudeen Oyewale. A violência também impediu que congoleses do leste do país trabalhassem em suas plantações — o que agrava o risco de má nutrição entre milhares de meninos e meninas. UNICEF precisa de US$ 65 miEm resposta à situação no Kivu do Sul e Tanganyika, a agência da ONU está levando assistência para as crianças deslocadas. Serviços incluem tratamento médico e prevenção contra a cólera; vacinação contra o sarampo; apoio nutricional; e assistência psicossocial para os menores afetados pela violência e também para os que ficaram feridos ou estão desacompanhados.Para implementar e manter programas de ajuda humanitária pelos próximos seis meses, o UNICEF lançou um apelo por 65 milhões de dólares. “Trata-se de uma situação brutal para crianças, sem um fim à vista”, enfatizou Oyewale. |
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Posted: 26 Jan 2018 04:23 AM PST
Uma menina olha da janela da sua casa em Bengazi, Líbia. Foto: UNSMIL
Após a queda de Muamar Kadafi em 2011 e a contestação dos resultados das eleições de 2014, a Líbia virou palco de confrontos internos entre facções rivais e diferentes entidades armadas. A atual crise humanitária é fruto da instabilidade política e do que a ONU vê como “um vácuo de governança”, que levou ao colapso das instituições no país. “Em meus encontros com homens, mulheres e crianças líbios, vejo pessoas que querem se sentir seguras, ter seus direitos protegidos e saber que elas não precisam viver um dia de cada vez”, afirmou a coordenadora humanitária da ONU no país, Maria Ribeiro. “As dificuldades que o povo na Líbia enfrenta para satisfazer suas necessidades básicas são reais, e precisamos todos ter consciência do custo da falta de ação.” O apelo humanitário financiará a implementação de 71 projetos por 22 organizações, entre elas, agências da ONU e organismos não governamentais nacionais e internacionais. Iniciativas visam melhorar condições de vida e levar serviços para pessoas internamente deslocadas, cidadãos que estão retornando para suas comunidades e outros líbios e estrangeiros em situação de risco, como migrantes, refugiados e solicitantes de refúgio. Os recursos também fortalecerão as capacidades das famílias em lidar com as pressões prolongadas do cenário de instabilidade, fragmentação e crise econômica. |
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Posted: 26 Jan 2018 03:46 AM PST
Vacina contra a febre amarela. Foto: EBC
Ao todo, 23,8 milhões de pessoas deverão ser vacinadas nos municípios que adotarão a estratégia de fracionamento. Em São Paulo, a expectativa é vacinar cerca de 10,3 milhões de pessoas e, no Rio, um total de 10 milhões. O estado da Bahia, que inicia a vacinação em oito municípios no dia 19 de fevereiro, terá público-alvo de 3,3 milhões de pessoas. Segundo a OPAS, o fracionamento de doses é uma forma de “esticar” o suprimento de vacinas, protegendo mais pessoas e diminuindo a possibilidade de propagação da doença. Um quinto da dose regular da vacina da febre amarela dá imunidade contra a doença por pelo menos 12 meses — com probabilidade de que a proteção dure mais tempo. As agências da ONU recomendam o uso de doses fracionadas da imunização em resposta a necessidades eventuais de campanhas de larga escala. Essa medida não tem a intenção de servir como estratégia de longo prazo nem de substituir as práticas de imunização de rotina. No âmbito dessa estratégia, crianças de nove meses a dois anos de idade, pessoas com condições clínicas especiais, entre outros grupos, receberão as doses padrão da vacina. A OPAS e a OMS têm dado amplo suporte ao governo do Brasil e aos estados na resposta aos surtos de febre amarela ocorridos desde o ano passado. Entre as medidas já implementadas pelos organismos das Nações Unidas, estão o envio de vacinas contra a doença; a compra pelo Fundo Rotatório de seringas para doses fracionadas; a divulgação de recomendações baseadas nas melhores evidências científicas disponíveis; a aquisição de cartões de vacinação específicos para doses fracionadas, utilizando o mesmo modelo adotado em campanha da República Democrática do Congo; e o trabalho em campo, em conjunto com as autoridades nacionais e locais. Em dezembro do ano passado, a pedido do Ministério da Saúde do Brasil, uma equipe formada por membros da OPAS, da Rede Mundial de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN, na sigla em inglês) e da OMS organizou em Brasília um workshop para especialistas em controle de febre amarela. Formação abordou estratégias de vacinação durante possíveis surtos em grandes cidades, incluindo a técnica do fracionamento de doses. Em 2017, mais de 20 profissionais foram enviados pelo organismo internacional à Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro para trabalhar no controle de mosquitos Aedes, minimizando o risco de transmissão urbana da doença. Especialistas participaram de análises de dados para desenvolver ações estratégicas, além de capacitar profissionais locais e auxiliar na pesquisa epidemiológica com pacientes infectados ou com suspeita de infecção. Consultores também deram assessoria para a atualização de guias e protocolos de atendimento. Em 2018, equipes da OPAS já estiveram em Minas Gerais colaborando com a identificação de epizootias — mortes de macacos — por febre amarela. Esse trabalho, feito em apoio às autoridades nacionais e estaduais de saúde, permite analisar a circulação do vírus causador da doença e planejar melhor as estratégias de vacinação. Além disso, especialistas da sede da OMS, em Genebra, na Suíça, e da sede da OPAS, em Washington D.C., nos Estados Unidos, estarão no Rio de Janeiro e em São Paulo durante os primeiros dias da campanha, para acompanhar de perto a vacinação com doses fracionadas e as atividades de vigilância. A febre amarela é uma enfermidade hemorrágica viral aguda, transmitida por mosquitos infectados. Pode ser prevenida por uma vacina eficaz, segura e acessível. Atualmente, o Brasil é afetado apenas pela febre amarela silvestre – transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. O último caso de febre amarela urbana registrado no Brasil ocorreu no ano de 1942. CasosDe acordo com informações do Ministério da Saúde do Brasil, no período de monitoramento — de 1º de julho de 2017 a 23 de janeiro de 2018 —, foram confirmados 130 casos de febre amarela no país, dos quais 53 resultaram em mortes.No ano passado, de julho de 2016 a 23 janeiro de 2017, foram 381 casos confirmados e 127 óbitos. Os informes de febre amarela do Brasil seguem a sazonalidade da doença, que acontece, principalmente, no verão — geralmente com aumento de casos de dezembro a maio. Desde 2017, o Ministério da Saúde encaminhou às unidades federativas aproximadamente 57,4 milhões de doses da vacina. Vacinação de rotinaNo Brasil, a vacinação para febre amarela é ofertada rotineiramente nos municípios, com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.As pessoas que vivem nesses locais, desde que não apresentem contraindicações, são orientadas pelas autoridades nacionais e locais a tomar uma dose padrão da vacina, para estarem protegidas durante toda a vida. |
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Posted: 25 Jan 2018 01:11 PM PST
Oficiais da Missão da ONU na República Democrática do Congo fazem patrulha na selva. Foto: ONU/Sylvain Liecht
Desde 1948, mais de 3,5 mil funcionários de missões de paz perderam suas vidas no trabalho. Desses óbitos, 943 foram causados por atos violentos. Desde 2013, houve um recrudescimento de ataques fatais contra militares, com 195 mortes — outro recorde, pois nunca antes num período de cinco anos havia sido contabilizado um número tão grande de falecimentos por violência. Divulgado nesta semana (22), o levantamento elaborado por Santos Cruz identifica quatro áreas que precisam de intervenções. A primeira delas é o comportamento dos oficiais, que precisam “estar conscientes dos riscos e devem ser habilitados para tomar a iniciativa de deter, prevenir e responder a ataques”.
Infelizmente, grupos hostis
Ajustar a postura dos contingentes é uma resposta às mudanças das táticas dos próprios grupos armados com os quais as missões de paz têm de lidar — uma das principais causas do aumento no número de vítimas, segundo o oficial brasileiro. O relatório aponta que a bandeira e os símbolos da ONU não são mais uma garantia de proteção para quem serve ao organismo internacional. |
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Boletim diário da ONU Brasil: “Brasil está entre os cinco países mais desiguais, diz estudo de centro da ONU” e 2 outros
Boletim diário da ONU Brasil: “Brasil está entre os cinco países mais desiguais, diz estudo de centro da ONU” e 2 outros. |
- Brasil está entre os cinco países mais desiguais, diz estudo de centro da ONU
- Fundo de População das Nações Unidas no Brasil dá posse a Conselho Consultivo
- ‘Nasci várias vezes’ – sobreviventes do Holocausto contam suas histórias
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Posted: 29 Jan 2018 11:02 AM PST
Desigualdades no Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins – ODS 10
A conclusão é de estudo dos pesquisadores Pedro Herculano Guimarães e Marcelo Medeiros, do Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), publicado recentemente pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD). Com base nos dados de Imposto de Renda referentes ao período de 2006 a 2014, os autores do estudo “The concentration of income at the top in Brazil” (a concentração de renda no topo da pirâmide no Brasil, em tradução livre) mostram que a desigualdade não diminuiu no país nos oito anos analisados, diferentemente do apontado por pesquisas domiciliares. “Quase nada mudou no que se refere à concentração de renda no topo da pirâmide durante o período analisado”, disseram os pesquisadores. “Embora as diferenças metodológicas não nos permitam dar um ranking oficial e definitivo de países, as evidências disponíveis mostram claramente que o Brasil está entre os mais desiguais, muito à frente da maioria dos outros países”, afirmou a conclusão do estudo. Os pesquisadores atribuem a diferença de resultados na comparação com as pesquisas domiciliares aos ganhos de capital, mais bem detectados pelas declarações de Imposto de Renda. Segundo eles, a desigualdade de renda no Brasil é preocupante, uma vez que está muito acima dos padrões internacionais. A proporção do total da renda recebida pelo 1% mais rico da população fica entre 5% e 15% em 24 dos 29 países analisados, um grupo heterogêneo que inclui Holanda e Uruguai. Apenas cinco países — Brasil, África do Sul, Argentina, Colômbia e Estados Unidos — estão acima desse nível. No Brasil, a concentração da renda nas mãos do 1% mais rico é o dobro da média geral. “O Brasil só atingirá níveis moderados de desigualdade, como os da Europa, se a concentração de renda no topo diminuir dramaticamente”, disseram os pesquisadores. “Isso demandará políticas que promovam tanto o rápido crescimento da renda dos mais pobres como a direta redistribuição (da renda) do topo”. Os resultados ressalvam que, de fato, houve alguma redistribuição de renda entre as camadas intermediárias da população brasileira, mas a desigualdade se manteve estável entre os setores mais ricos e mais pobres. Como a renda continua muito concentrada no topo, não houve uma diminuição significativa da desigualdade nesse período, concluíram. Os pesquisadores criticam os incontáveis exemplos de ações estatais tomadas no sentido oposto à redução da desigualdade de renda nesses países, tais como aposentadorias generosas para funcionários públicos, a baixa participação da tributação direta na carga tributária bruta e o acesso privilegiado a crédito público subsidiado. “A experiência histórica mostra que buscar o crescimento a todo custo e esperar que ele resolva todos os nossos problemas distributivos não funcionou no passado e dificilmente funcionará no futuro”, declararam. Clique aqui para acessar o estudo completo (em inglês). Clique aqui para acessar a versão resumida do estudo (em português). |
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Posted: 29 Jan 2018 09:43 AM PST
Mãe e filha em centro de saúde apoiado pelo UNFPA. Agência presta serviços de saúde reprodutiva, sexual, materna e neo-natal. Foto: UNFPA Namíbia/Emma Mbekele
O Conselho Consultivo é formado por 14 pessoas reconhecidas nacional e internacionalmente nas áreas em que atuam. Seu principal objetivo é constituir um espaço plural, de incentivo e apoio à identificação, articulação e proposição de estratégias, parcerias e soluções inovadoras para o Fundo de População da ONU. O órgão é composto por especialistas em políticas públicas, tanto da academia, como da sociedade civil e do setor privado. Eles aceitaram colaborar voluntariamente com o mandato da agência no Brasil. Farão parte do Conselho Consultivo do UNFPA no Brasil: Alexandre Padilha Formado em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi coordenador de projetos de pesquisa, vigilância e assistência em doenças tropicais do Ministério da Saúde no Pará ligados ao combate da malária em indígenas. Já foi diretor de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), secretário municipal de Saúde da Prefeitura de São Paulo e Ministro da Saúde. Elza Berquó Especialista em Bioestatística pela Columbia University, é membro fundador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Realizou vários projetos de pesquisa, alguns deles sobre problemas de saúde pública. Apresentou grande número de palestras e conferências científicas no Brasil e no exterior. Tem também inúmeras publicações nas áreas de saúde reprodutiva, gênero, sexualidade e juventude. Érico Brás Nascido em Salvador, o ator Érico Brás iniciou aos 8 anos sua relação com o teatro. Engajado em temas de juventude e raça, fundou o canal no Youtube da web série: “Tá Bom pra você?”, que trata da questão racial com humor inteligente, graça e leveza. Com participação em séries e programas de TV, Érico Brás busca estimular o debate e a reflexão sobre diversidade. Gonzalo Vecina Neto Médico sanitarista com conhecimento avançado em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde, tem vasta experiência na área da saúde. Foi diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), secretário municipal de Saúde de São Paulo, secretário nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, superintendente do Hospital Sírio Libanês. É professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Jacqueline Côrtes Militante de defesa dos direitos humanos, atuou como ativista de ONGs e outros movimentos sociais. Foi consultora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Trabalhou para o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Em seu documentário, “Meu nome é Jacque”, conta sua experiência como mulher transexual e soropositiva. Jurema Werneck Doutora em Comunicação e Cultura e graduada em Medicina, integrou o Grupo Assessor da Sociedade Civil da ONU Mulheres Brasil, o Board of Directors do Global Fund for Women, o Conselho Curador do Fundo Brasil de Direitos Humanos e o Comitê Técnico de Saúde da População Negra do Ministério da Saúde. É diretora-executiva da Anistia Internacional. Lisiane Lemos Trabalha na Microsoft, em São Paulo. Participa da Blacks at Microsoft no Brasil, política para a inclusão de pessoas negras na empresa, que promove a tecnologia como um instrumento de ascensão social. É diretora da Rede de Profissionais Negros e criadora do Comitê de Igualdade Racial da organização Mulheres do Brasil. Luiza Helena Trajano Empresária, é formada em Direito e Administração de Empresas, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, que possui mais de 800 lojas em 16 estados. Foi responsável pelo salto de inovação e crescimento que destacou o Magazine Luiza entre as maiores varejistas do Brasil, colocando as pessoas em primeiro lugar, privilegiando as atitudes empreendedoras e a criatividade. Marta Azevedo Marta é doutora em Demografia pela Unicamp e pesquisadora do Núcleo de Estudos de População. Foi presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) e sua experiência em demografia tem ênfase em povos indígenas, saúde e educação. Trabalha com os temas de educação, mobilidade espacial e segurança alimentar com os Guarani, e saúde das mulheres, educação e indicadores de qualidade de vida com povos indígenas do Amazonas. Nilcéa Freire Médica pós-graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), dedicou-se ao estudo de parasitas responsáveis por grandes endemias no Brasil. Foi delegada da Conferência Regional sobre a Mulher Latino-Americana e Caribenha, presidente da Comissão Interamericana de Mulheres e secretária especial de Políticas para as Mulheres. É diretora do Museu do Samba. Ricardo Ojima Doutor em Demografia pela Unicamp, é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde coordena o programa de pós-graduação, também em Demografia. Presidente da Associação de Estudos Populacionais, suas pesquisas se concentram nos temas de urbanização, mobilidade espacial, teoria demográfica e mudanças ambientais. Ricardo Paes de Barros Doutor em Economia pela Universidade de Chicago, foi pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) por mais de 30 anos, onde realizou pesquisas focadas em questões relacionadas a desigualdade e pobreza, mercado de trabalho e educação no Brasil e na América Latina. É economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna no Insper. Tsitsina Xavante Articuladora política da Namunkurá Associação Xavante e ponto focal da Rede de Juventude Indígena. Participou do Indigenous Fellowship Programme/Alto Comissariado de Direitos Humanos, contribuindo de maneira qualificada nos processos organizativos da juventude e de mulheres indígenas em defesa dos direitos humanos dos povos indígenas. Wanda Engel Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), foi secretária de Desenvolvimento Social no Rio de Janeiro e ministra de Assistência Social. Foi diretora da Divisão de Políticas Sociais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington. Recebeu o Prêmio Destaque 2012 do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da ONU. É diretora do Instituto Synergos no Brasil, organização que atua com a metodologia das Parcerias Multissetoriais. |
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Posted: 29 Jan 2018 07:33 AM PST
“Você nasceu quando? Eu nasci duas vezes, três vezes. Eu nasci várias vezes. Quem sobreviveu a um campo de concentração, como eu, só com muita sorte.” Freddy Sobotka nasceu em 1928, na Tchecoslováquia, atual República Tcheca. Ele foi um dos entrevistados da reportagem especial em vídeo do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) que marcou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, lembrado em 27 de janeiro — data em que as tropas soviéticas libertaram o maior campo de extermínio nazista, Auschwitz-Birkenau. O vídeo foi exibido nesta segunda-feira (29) na sede do UNIC Rio, no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, durante a inauguração de uma exposição com pôsteres em memória das vítimas do Holocausto, fruto de um concurso internacional vencido pela designer brasileira Júlia Cristofi. A mostra “Mantenha a Memória Viva — Nossa Responsabilidade Compartilhada” é resultado de um concurso internacional promovido pelo Programa das Nações Unidas para Divulgação do Holocausto e a Escola Internacional para Estudos do Holocausto do Yad Vashem, com patrocínio da Fundação Asper e endossada pela Aliança Internacional pela Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês). A mostra ficará aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, com entrada franca, até o dia 28 de fevereiro. |
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